18 Aug 2026
Planet Mozilla
Firefox Tooling Announcements: MozPhab 2.17.0 Released
Bugs resolved in Moz-Phab 2.17.0:
- bug 2036748 submit: parallelise per-commit upload + creatediff across the stack
- bug 2036749 git: skip restoring git checkout in cleanup/finalize when HEAD already on branch
- bug 2060484 " Phabricator Error: Validation errors" should display the revision
Discuss these changes in #engineering-workflow on Slack or #Conduit Matrix.
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18 Aug 2026 9:16pm GMT
Mozilla Privacy Blog: Brasil dá um passo importante para a promoção de mercados digitais abertos e competitivos
Leia a versão em inglês aqui.
A concorrência é o ponto forte da internet. Com a possibilidade de as pessoas escolherem navegadores, mecanismos de pesquisa e aplicativos livremente, a concorrência entre das empresas se baseia no mérito. No entanto, os mercados digitais estão concentrados em "guardiões" que controlam a descoberta, dificultando o alcance de usuários por desenvolvedores independentes. A fiscalização tradicional acabou se tornando ineficaz, normalmente sendo muito tardia. Agora, governos do mundo todo estão adotando novas ferramentas para garantir um mercado aberto e contestável.
O projeto de lei (PL) 4675/2025 é um passo importante nessa direção. Baseando-se na DMA (Digital Markets Act) da União Europeia e na DMCCA (Digital Markets, Competition and Consumers Act) do Reino Unido, esse projeto de lei aborda questões de concorrência sistêmica voltadas à realidade do mercado brasileiro. A Mozilla é a favor dessa legislação, que visa criar uma estrutura segmentada de concorrência para os mercados digitais brasileiros.
A concorrência possibilita produtos melhores e liberdade de escolha
Há vinte anos, a Mozilla desenvolve o Firefox como um navegador independente, priorizando a privacidade, a segurança e a escolha. Operamos no Gecko, um dos três mecanismos de navegador existentes no mundo. A independência é essencial para evitar dominância no mercado e garantir que os usuários tenham liberdade de escolha. A inovação não é suficiente. Os produtos precisam de oportunidades justas de concorrência sem barreiras de pré-instalação ou interoperabilidade.
O PL 4675/2025 trata dessa questão por meio de uma estrutura ex ante, permitindo que a autoridade relevante mitigue os riscos antes de se tornarem irreversíveis. O anteprojeto mais recente contém melhorias importantes dessa estrutura. Ele determina as obrigações de acordo com produtos ou serviços específicos, em vez de aplicá-las automaticamente a todo um grupo corporativo; define proteções processuais durante todo o processo de designação; e traça limites mais claros sobre a capacidade da autoridade de fazer algo as obrigações além daquelas estabelecidas na legislação. De forma mais notável, ele determina uma arquitetura de escolha "isonômica e não discriminatória", incluindo telas de opções para selecionar, instalar ou definir produtos de terceiros como padrão.
A experiência da Mozilla com telas de escolha de navegador, em conformidade com a DMA da União Europeia, mostra que essas disposições funcionam. O Firefox foi o navegador de escolha mais de seis milhões de vezes. A probabilidade de as pessoas que escolheram o Firefox nessas telas continuarem usando o navegador é cinco vezes maior. Ao tornar a estrutura segmentada e previsível, o PL 4675/2025 estabelece a base para um ecossistema de concorrência em que a inovação impulsiona o sucesso.
Qual é o benefício da concorrência para as pessoas
A política de concorrência defende as pessoas. Mercados abertos permitem a liberdade de escolha e o sucesso de empresas menores. Críticos argumentam que essas propostas prejudicam a inovação, mas nossa experiência sugere o contrário. O Gecko, mecanismo de navegador do Firefox, continua sendo o maior mecanismo não controlado por uma operadora dominante de sistema operacional. Essa independência nos permite priorizar inovações voltadas aos usuários, como proteções avançadas de privacidade e segurança.
Decisões de design, como padrões pré-instalados e barreiras de interoperabilidade, moldam significativamente a experiência de usuários. A pesquisa Over the Edge 2.0 da Mozilla destaca como essas práticas afetam a liberdade de escolha. Startups também se beneficiam, pois podem alcançar usuários e concorrer com base no mérito, em vez de depender de decisões de plataformas dominantes. O projeto de lei brasileiro promove essas condições ao proporcionar ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) as ferramentas para tratar de práticas anticoncorrenciais, garantindo que a concorrência de plataformas dominantes ocorra por meio de melhoria da qualidade do produto, não por controle da infraestrutura.
De olho no futuro
Os mercados digitais evoluem, mas os princípios de concorrência justa (abertura, liberdade de escolha, interoperabilidade e transparência) continuam iguais. O PL 4675/2025 transforma esses princípios em normas aplicáveis. Seu modelo ex ante segmentado e suas proteções processuais posicionam o Brasil entre os países que visam restaurar o equilíbrio do mercado. Por fim, o sucesso da estrutura será medido por sua capacidade de proporcionar uma mudança significativa para os usuários.
A Mozilla é a favor desse projeto de lei e se dispõe a colaborar com o poder legislativo, o Cade e todas as partes interessadas. Com alterações segmentadas, o PL 4675/2025 pode se tornar uma estrutura duradoura a favor da concorrência, da inovação e da liberdade de escolha.
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18 Aug 2026 8:59pm GMT
Mozilla Privacy Blog: Brazil is Taking an Important Step Toward More Open & Competitive Digital Markets
Read the Portuguese version here.
Competition is a strength of the internet. When people freely choose among browsers, search engines, and apps, companies compete on merit. However, digital markets have concentrated around 'gatekeepers' that control discovery, making it harder for independent developers to reach users. Traditional enforcement has proven ineffective, often arriving too late. Governments worldwide are now adopting new tools to ensure open, contestable markets.
Brazil's Bill 4,675/2025 is a critical step in this direction. Drawing lessons from the EU's Digital Markets Act and the UK's Digital Markets, Competition and Consumers regime, the bill addresses structural competition concerns with an approach calibrated to Brazil's market realities. Mozilla strongly supports this legislation, which aims to establish a tailored competition framework for Brazil's digital markets.
Competition unlocks better products and meaningful choice
For over twenty years, Mozilla has built Firefox as an independent browser prioritizing privacy, security, and choice. We operate on Gecko, one of only three browser engines worldwide. Maintaining independence is critical to preventing market dominance and ensuring users have genuine choices. Innovation alone isn't enough; products need fair opportunities to compete without being hindered by preinstallation or interoperability barriers.
Bill 4,675 addresses this via an ex ante framework, allowing Brazil's competition authority to mitigate risks before they become irreversible. The latest draft improves this framework in several important ways. It tailors obligations to specific products and services rather than automatically applying them across an entire corporate group, strengthens procedural safeguards throughout the designation process, and places clearer limits on the authority's ability to expand obligations beyond those established in legislation. Most notably, it requires "neutral and non-discriminatory" choice architecture, including choice screens, for selecting, installing, or setting third-party products as defaults.
Mozilla's experience with browser choice screens under the EU Digital Markets Act proves these provisions work. Firefox has been selected more than six million times, and users who select Firefox through these screens are five times more likely to continue using it. By making the framework targeted and predictable, Bill 4,675 establishes a foundation for a competitive ecosystem where innovation drives success.
How competition delivers for people
Competition policy is about people. Open markets provide genuine choice and allow smaller players to thrive. Critics argue these proposals harm innovation, but our experience suggests the opposite. Gecko, Firefox's browser engine, remains the only major engine not controlled by a dominant OS operator. This independence enables us to prioritize user-focused innovations like advanced privacy and security protections.
Design decisions, like preinstalled defaults and interoperability barriers, significantly shape the user experience. Mozilla's Over the Edge 2.0 research highlights how these practices undermine choice. Startups similarly benefit when they can reach users and compete on merit rather than relying on dominant platform decisions. Brazil's bill can foster these conditions by providing CADE with tools to address anti-competitive practices, ensuring dominant platforms compete by improving product quality rather than leveraging infrastructure control.
Looking ahead
Digital markets evolve, but healthy competition principles (openness, choice, interoperability, and transparency) remain constant. Bill 4,675 translates these into enforceable rules. Its tailored ex ante model and procedural safeguards position Brazil among jurisdictions restoring market balance. Ultimately, the framework's success will be measured by its ability to deliver meaningful change for users.
Mozilla supports this bill and looks forward to collaborating with lawmakers, CADE, and stakeholders. With targeted refinements, Bill 4,675 can become a durable framework that promotes competition, supports innovation, and empowers people with greater choice.
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18 Aug 2026 8:59pm GMT